segunda-feira, 5 de abril de 2021

Covid-19 já causou 16 óbitos entre magistrados e servidores do judiciário maranhense

A contaminação pela Covid-19 foi a causa do afastamento de 676 servidores e 25 magistrados (desembargadores e juízes) das atividades na Justiça estadual, com o registro de 16 óbitos. Os dados foram fornecidos pela Divisão Médica do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) à Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-MA) e demonstram as estatísticas das licenças médicas concedidas no primeiro ano da pandemia, até esta terça-feira, 30.

Entre o dia 19 de março do ano passado – uma semana após a decretação do Estado de Pandemia pela Organização Mundial da Saúde -, e o dia 30 de março deste ano, foram concedidos 6.953 dias de afastamento para servidores e 284 dias para magistrados. Após a contaminação pelo coronavírus, 12 servidores do Poder Judiciário morreram no ano passado e mais quatro nos primeiros três meses deste ano. Até o momento, não há registro de mortes de magistrados maranhenses por Covid-19.

As últimas baixas registradas no quadro de pessoal ocorreram com a morte do oficial de Justiça da 3ª Vara da Família da comarca de Santa Inês, Antônio Pereira Barros Filho, 44 anos, ocorrida no último domingo, 28, e da técnica judiciária Kath Ellinges Cruz Aragão, 48, servidora da Diretoria de Recursos Humanos do TJMA, nesta terça-feira, 30.

O corregedor-geral da Justiça do Maranhão, desembargador Paulo Velten, lamenta a situação difícil e afirma que o momento é de cautela. “Mais do que nunca temos que exercitar a empatia, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, tanto do cidadão jurisdicionado que anseia pelo recebimento da prestação jurisdicional em tempo razoável, como de nossos servidores e servidoras, cujos deveres funcionais também os expõem a essa terrível segunda onda de contaminação, causa de muita tristeza e sofrimento para milhares de famílias brasileiras. Tenhamos todos a cautela e a compreensão necessárias para enfrentarmos esse momento crítico, que exige a suspensão do trabalho presencial, mas que nos impõe a todos e todas, juízes e juízas, servidores e servidoras, a responsabilidade funcional de prosseguirmos produzindo o máximo possível, com resolutividade, em trabalho remoto”, afirma o desembargador.

Por Diego Emir 

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