sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Debate Ampliado


Em meio ao retorno das aulas presenciais nas escolas da rede privada de São Luís na última segunda-feira e o adiamento do reinício do calendário escolar regular da rede pública estadual – que estava marcado para o dia 10 deste mês -, o posicionamento de um epidemiologista da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) ampliou o debate e a polêmica sobre o tema.

Antônio Augusto Moura da Silva, professor doutor titular do Departamento de Saúde Pública da UFMA, e professor de Epidemiologia do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da universidade, afirmou que este ainda não é o momento adequado para a retomada das aulas no estado.

O especialista disse que estudos apontam para pelo menos três critérios que devem ser observados obrigatoriamente nas instituições de ensino, no momento em que o mundo inteiro enfrenta a pandemia da Covid-19.

A transmissão do novo coronavírus, segundo o epidemiologista, deve estar baixa; é necessário que haja capacidade de identificar e bloquear surtos nas escolas e as unidades devem estar adaptados para o chamado “novo normal”.

Ele explicou que o primeiro critério o Maranhão ainda não está cumprido, já que a transmissão comunitária da doença ainda não está em nível baixo. O estado chegou até a registrar recentemente, nível de transmissão abaixo de 1, mas esse número precisa permanecer inalterado por pelo menos 1 mês, segundo o especialista, o que ainda não ocorreu.

Até o momento, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, mais de 3.100 pessoas morreram no Maranhão em decorrência do novo coronavírus. O número de casos confirmados superou a marca de 125 mil e os casos ainda ativos, somam mais de 7.600.

O debate, portanto, deve ser ampliado e a retomada das aulas, referendada por órgãos de controle e vigilância sanitária. Não há espaços para omissões.

Caso contrário, os danos podem ser irreparáveis e o trauma, devastador.

Monitoramento – A Saúde do Brasil monitora casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) em crianças e adolescentes entre 7 meses e 16 anos de idade.

Há relatos de casos registrados no Maranhão, sobretudo, na Região Metropolitana de São Luís.

É mais uma situação que preocupa pais, professores e funcionários de escolas públicas e privadas de todo o país.

Estado Maior

 


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