sábado, 30 de maio de 2020

Tateando

Análise: Flávio Dino tenta superar divisão da esquerda para se ...
É pouco a pouco que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deve manter, de agora em diante, a reabertura das atividades econômicas no estado. Isso ficou claro na entrevista coletiva realizada na manhã de sexta-feira, 29.
Ainda sem uma literatura consistente sobre a expansão do novo coronavírus e suas nuances – mas, principalmente, sem um suporte de testagem da população que permita a tomada de atitudes com maior base científica -, o governo optou por “ir tateando”, testando, para entender onde é possível afrouxar mais, e onde se deve reforçar a rigidez.
O mais novo decreto governamental prevê a reabertura gradual, semana a semana, de diversos setores.
Trata-se de uma balança que precisa de sintonia fina, entre a preservação da vida, e a manutenção da economia.
– Não há literatura, não há padrões científicos, não há casuística que ensine o caminho de modo perfeito. Nós estamos buscando esse meio termo entre o ‘fecha tudo eternamente’ e o ‘libera tudo amanhã’. Estamos buscando o meio termo entre esses dois extremos -, definiu o governador.
Segundo ele, as decisões sobre a reabertura de atividade não foram tomadas por pressão de qualquer setor. Mas a partir da dinâmica do vírus, e no entendimento de que, daqui para frente – pelo menos enquanto não houver cura, remédio ou vacina -, será necessário conviver com períodos de fechamento, e de liberação.
– Não se trata de pressão do segmento a ou b, se trata [sic] de uma leitura quanto à dinâmica da sociedade. Decorrido um tempo, é muito difícil, em qualquer país, manter a eternização de medidas, porque não há cenário de desaparecimento total do coronavírus amanhã ou semana que vem. Enquanto não houver remédios verdadeiramente eficazes, não falácias demagógicas, ou vacinas, nós teremos que conviver com isso -, completou.
Diante de cenário tão incerto, que, pelo menos, as decisões tomadas no Maranhão tenham como base não apenas a opinião de especialistas de saúde e economia, ou coisa que o valha. Mas também (e sobretudo) de pessoas de bom senso.
Estado Maior

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