terça-feira, 31 de março de 2020

CORONAVÍRUS: Professores do IFMA-Caxias estão produzindo máscaras de proteção facial não descartáveis para os profissionais de saúde

Professores do Campus Caxias do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) estão produzindo máscaras de proteção facial não descartáveis para os profissionais de saúde que atuam na identificação e no tratamento de pacientes infectados com o novo Coronavírus, causador da doença Covid-19.  A iniciativa é dos professores Luis Fernando Maia Santos Silva e Ronilson Pinheiro da Silva, teve início na última sexta-feira (27.03) e ocorre no âmbito do projeto Fábrica de Inovação, com a produção sendo realizada por meio de uma impressora 3d. Também colabora nas atividades o professor João Porto, do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Todo o material será destinado de forma gratuita às unidades de saúde.  As primeiras doze unidades produzidas foram entregues à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias no sábado (28.03).
Professores Luis Fernando e Ronilson Pinheiro coordenam projeto no Campus Caxias.
Conforme explica Luis Fernando, que é pesquisador das áreas realidade aumentada, interação e jogos persuasivos, a articulação entre os professores surgiu na internet, com o intuito de ajudar os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à COVID-19.  “Esta iniciativa está ocorrendo em todo o mundo, a partir da disponibilização do código aberto pela empresa Prusa”, disse Luis Fernando acrescentando que a empresa disponibilizou um passo a passo para produção de protetor facial para ser impresso em 3D. “O pessoal está se organizando em grupos e compartilhando informações. Nosso grupo iniciou os trabalhos com as atividades de montagens, ajustes de equipamentos e testes na produção do material”, destacou.
Luis Fernando frisa que a produção segue os protocolos definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou, por meio de resolução, de forma extraordinária e temporária, a fabricação de dispositivos médicos identificados como prioritários para uso em serviços de saúde, em virtude da emergência de saúde pública internacional. “Para melhorar a experiência, nós disponibilizamos algumas unidades, no sábado, para profissionais da UPA de Caxias. Eles vão usar e irão nos retornar com sugestões de melhorias, se for o caso”, disse o professor. O Pesquisador acrescenta que, diferente das máscaras convencionais, os protetores são reutilizáveis. “É necessário apenas a higienização adequada. O protetor deve estar íntegro, limpo e seco para poder ser usado várias vezes durante o mesmo plantão pelo mesmo profissional por até 12 horas, conforme definido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Outra informação é que o uso de protetores faciais não dispensa o uso de máscaras e nem dos demais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)”, ponderou.
Professor Ronilson Pinheiro manipula software para impressão dos protetores faciais. Produção segue protocolo da Anvisa.
Em um dia, desenvolvendo as atividades nos dois turnos, explica Ronilson Pinheiro, a impressora produz de 10 a 12 unidades. “É um processo lento, mas o resultado está sendo satisfatório. São basicamente três etapas. Na primeira, imprimimos os suportes; logo em seguida, cortamos lâminas de acetato para a viseira; e, por fim, fazemos o acoplamento dos componentes”, explica. Ele frisa que o material utilizado para confecção de protetores é de baixo custo. “Inicialmente, o material que faltava era a folha de acetato, que foi doado pela Livraria Graúna ao Campus. Felizmente ainda temos bastante material para confeccionar novos protetores. Se faltar com certeza vamos procurar parcerias. Quem tiver interesse em fazer doação de material, pode nos procurar”, disse.
Ronilson lembra que a iniciativa uniu os conhecimentos de Física e Informática. “É importante falar  das discussões iniciais com o professor João Porto. Ele e sua equipe do Doutorado nos procuraram querendo material. Então,  informamos que tínhamos uma impressora 3D no Campus”, disse.
O diretor-geral do Campus, professor João da Paixão, ressalta que, com a iniciativa, a instituição cumpre seu papel social de aplicar os conhecimentos científico e tecnológico em prol da sociedade. “Esta é uma missão que honramos em todas as situações. Neste momento de enfrentamento do coronavírus, vamos continuar prestando serviços à sociedade. Além dos protetores, vamos preparar kits com álcool em gel, jalecos  e máscara para doar aos profissionais ainda esta semana. Vamos somente fazer as articulações com com a Secretaria Municipal de Saúde”, concluiu o gestor.
Com informações do Blog do Ligeiro

SÃO LUÍS EM LÁGRIMAS: Asfalto de Edivaldo Holanda cede e motocicleta fica submersa



A chuva forte que caiu em São Luís, desde o início desta terá-feira (31), deixou ruas e avenidas completamente alagadas.
No Cohatrac, o asfalto recém colocado pelo programa São Luís em Obras cedeu, e uma motocicleta ficou sob o asfalto. O proprietário juntamente com moradores e até mesmo um policial militar, tentavam retirar a mesma para evitar prejuízos maiores.
Muitos questionamentos sobre a qualidade dos serviços de infra-estrutura, no que se refere ao asfaltamento e drenagem profunda, realizados pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços públicos, por meio do secretário Antônio Araújo. Vale destacar que o Programa São Luís em Obras foi idealizado pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior.
Quiçá a menina dos olhos de Edivaldo seja vertido em lágrimas!

CALOTE NA CULTURA: Edivaldo Holanda é cobrado pelo não pagamento dos cachês das apresentações carnavalescas

Definidos os desfiles para o Carnaval 2018 | O Imparcial

Cumprindo isolamento por causa da Covid-19 e sem a possibilidade de aferir renda em função da pandemia, entidade diz que colaboradores dependem do pagamento dos cachês para sobreviver neste período de quarentena

Dirigentes de nove escolas de samba de São Luís divulgaram nota cobrando o prefeito Edivaldo Júnior pelo pagamento de cachês referentes a uma série de apresentações feitas durante o Carnaval, nos anos de 2016 e 2020, na capital maranhense. Segundo os líderes das agremiações, os recursos atrasados serão usados para pagar os colaboradores que estão em isolamento por causa do Covid-19 sem a menor possibilidade de aferir renda neste período de pandemia e quarentena.

Confira a nota:

APELO AO PREFEITO EDVALDO HOLANDA

Os dirigentes das Escolas de Samba e demais agremiações que protagonizaram os desfiles na passarela do samba do carnaval 2020 pedem ao prefeito Edvaldo Holanda que, assim como fez o Governador Flávio Dino, demonstre respeito e sensibilidade com todos os profissionais e artistas que compõem a cadeia produtiva da festa de momo no que tange a liberação dos valores referentes à ultima parcela dos cachês e a premiação dos concursos de 2016 e 2020. Os pagamentos serão um alívio na vida dos profissionais e artistas que trabalharam por mais de 30 dias exaustivamente para o sucesso do evento. Pra finalizar, ressaltamos que nesse momento no qual o isolamento social é a única arma que temos contra o COVID 19 a liberação desses recursos é imprescindíveis para que possamos manter nossos colaboradores em casa.

Presidente da Escola de Samba Turma da Mangueira

Presidente da Escola de Samba Favela do Samba

Presidente da Escola de Samba Império Serrano

Presidente da Escola de Samba Marambaia

Presidente da Escola de Samba Turma do Quinto

Presidente da Escola de Samba Terrestre do Samba

Presidente da Escola de Samba Túnel do Sacavém

Presidente da Escola de Samba Unidos de Fátima

Presidente da Escola de Samba Mocidade Independe da Ilha

Chuva forte alaga ruas e avenidas de São Luís

A chuva forte que cai em São Luís, desde o início desta terá-feira (31), deixou ruas e avenidas completamente alagadas.
A avenida Colares Moreira, próxima ao Tropical Shopping ficou completamente coberta por água.
Na Lagoa da Jansen, a praça e a área do parquinho também ficaram completamente cobertas. Nas ruas próximas, o problema foi ainda pior.
No São Francisco, viaduto da Cohama e avenida São Luís Rei de França e outras regiões da cidade, a situação também foi a mesma, provocando engarrafamentos e muitos bairros tiveram interrupção no fornecimento de energia elétrica e internet.
Por Zeca Soares

Deputada Daniella Tema testa positivo para Convid-19

Daniella Tema - Home | Facebook
A deputada estadual Daniella Tema (DEM) testou positivo no exame para o novo coronavírus. Ela confirmou a informação nas redes sociais e aguarda a contraprova.
A assessoria disse que Daniela Tema está assintomática e que cumpre isolamento domiciliar. O seu estado de saúde é considerado fora de risco.
Na semana passada, a deputada Daniella Tema, juntamente com outros quatro parlamentares (Fábio Macedo, Duarte Jr, Felipe dos Pneus e Mical Damasceno) abriram mão de 50% dos salários pelos próximos 90 dias e vão doar os recursos para a compra de equipamentos necessários para conter o avanço do coronavírus no Maranhão.

Os números preocupam

Em tempo de Covid-19, cada dia que se encerra vem com números que em nada devem ser comemorados. No Maranhão não vem sendo diferente. Os dados mostram que os casos vêm aumentando. Apesar de a quantidade oficial de infectados pelo novo coronavírus, o governador Flávio Dino trouxe uma informação mais preocupante: as contaminações já são comunitárias
Isso significa que não há mais um controle da cadeia de contaminação. Explicando: o governo não tem mais como afirmar se os infectados tiveram contato com alguém de fora e passou para um número fechado de contatos mais próximos.
A contaminação comunitária, segundo disse o governador maranhense, pode já ter resultado na infecção de mais de 200 pessoas no estado todo. E isto, então, significa que existem pessoas no Maranhão que já estão com o novo coronavírus e nem sabem.
E diante disso, o comunista decidiu prorrogar por tempo ainda indeterminado o fechamento de escolas e faculdades tanto da rede pública quanto da privada e ainda manter – ainda esta semana, pelo menos – o comércio fechado.
Pode até abrir na próxima semana, mas não há certeza. Vai depender da curva que mostra as contaminações subindo ou descendo.
E para esta curva achatar ainda mais, não bastam apenas medidas do poder público. A sociedade precisa se envolver dotando a única ação reconhecidamente pelos cientistas que é o isolamento social.
Flexibilização – Parece que a pressão dos empresários do Maranhão começa a surtir efeito. Em entrevista coletiva na manhã de ontem, 30, o governador Flávio Dino (PCdoB) admitiu abertamente a possibilidade de reabertura “gradativa” do comércio.
Segundo ele, caso a caso será analisado. De acordo com Dino, tudo dependerá da curva de casos da Covid-19 no Maranhão.
Ainda de acordo com o comunista, a cada semana, serão analisados os números e, de acordo com os dados, a abertura do comércio pode ocorrer de forma gradativa.
Deu sinais – Nas redes sociais, o secretário de Estado da Indústria e Comércio (Seinc), Simplício Araújo, já havia demonstrado preocupação com o andamento das finanças do Estado.
Em postagem do dia 24 deste mês, o gestor conclamou governadores e prefeitos para buscarem alternativas que possam “salvar a economia”.
Dois dias depois, 26, a pasta que ele administra encaminhou nota às entidades do comércio solicitando os pedidos de reabertura. De acordo com Simplício, cada caso será analisado pelo setor técnico.
Estado Maior

segunda-feira, 30 de março de 2020

'Coronavoucher' é aprovado no Senado Federal e texto segue para sanção de Bolsonaro


O Senado Federal aprovou, nesta segunda-feira (30), o projeto de lei que altera o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e que ainda concede um auxílio mensal para trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, o chamado “coronavoucher”. 

A Casa manteve o valor de R$ 600, dando o direito às mães solos de receberem duas cotas do auxílio, chegando a R$ 1,2 mil. Como o mérito da matéria não foi alterado, o texto não terá de voltar à Câmara dos Deputados e precisará apenas da sanção presidencial para passar a valer. O acordo foi unânime.

Ampliação do benefício

Para evitar que o projeto precisasse ser votado novamente na Câmara, o relator do texto, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), fez apenas mudanças redacionais. A principal delas ampliou o “corovoucher” para trabalhadores em contrato intermitente. Segundo Vieira, o texto deixava esses funcionários desprotegidos. Esses trabalhadores costumam tem vínculo empregatício, mas só recebem quando são demandados pelas empresas contratantes.

Um grupo do Senado pretende ainda ampliar o benefício para motoristas de aplicativo, pescadores sazonais e mães menores de idade. No entanto, se eles fizessem essa alteração já neste PL, haveria mudança no mérito do projeto original, o que obrigaria o texto a ser votado novamente na Câmara. Assim, a intenção dos parlamentares é apresentar uma nova matéria ampliando o “coronavoucher’ que poderá ser votada já em uma sessão extraordinária a ser marcada para esta terça-feira (31).

O “coronavoucher” foi aprovado na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (26). Incialmente, a ideia da equipe econômica do governo federal era mandar um projeto próprio no valor de R$ 200. No entanto, o montante foi considerado baixo pelos partidos do Centrão e da oposição que decidiram incluir o “coronavoucher” no projeto de lei do BPC que já tramitava na Casa e, assim, acelerar sua aprovação. O Palácio do Planalto tentou ainda negociar o auxílio no valor de R$ 300, mas, após acordo, o valor final ficou em R$ 600.

Por Larissa Rodrigues, CNN

As celebrações da Semana Santa no Vaticano

Celebrações no Vaticano sem a presença de fiéis em 2020

O Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, monsenhor Guido Marini, divulgou nesta sexta-feira, 27, o calendário da celebrações presididas pelo Santo Padre na Semana Santa, com as devidas modificações devido à pandemia do Covid-19 que assola a humanidade. O Vatican News transmitirá todas as celebrações, com comentários em português.

Cidade do Vaticano
Com o surgimento desta situação extraordinária e devido à propagação da pandemia do COVID-19, e levando em consideração as disposições da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos com um Decreto de 25 de março de 2020, tornou-se necessária uma atualização em relação às próximas celebrações litúrgicas presididas pelo Papa Francisco: quer na ordem do calendário, como em termos de participação dos fiéis.
Informa-se, portanto, que o Santo Padre celebrará os Ritos da Semana Santa do Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro, de acordo com o seguinte calendário, e sem a participação popular (os horários, correspondem a hora na Itália):
5 de abril de 2020, 11h
Domingo de Ramos e a Paixão do Senhor
Comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém e Santa Missa
9 de abril de 2020, 18h
Quinta-feira Santa
Santa Missa na Ceia do Senhor
10 de abril de 2020
Sexta-feira Santa
18h: Celebração da Paixão do Senhor
21h: Via Sacra (no sagrado da Basílica de São Pedro)
11 de abril de 2020, 21h
Domingo de Páscoa - Ressurreição do Senhor
Vigília Pascal na noite santa
12 de abril de 2020, 11h
Domingo de Páscoa - Ressurreição do Senhor
Santa Missa do dia
No final da Santa Missa, o Santo Padre concederá a bênção "Urbi et Orbi".

Cidade do Vaticano, 27 de março de 2020
Mons. Guido Marini
Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias

Bolsonaro × Mandetta: cada um no seu quadrado

Mandetta vai negar isolamento vertical proposto por Bolsonaro

O presidente beija, abraça, tira fotos com populares. O ministro orienta na porta do Ministério da Saúde até o vendedor de sorvete sobre como manter as mãos limpas. As duas principais cabeças no combate ao coronavírus, dentro do Poder Executivo, definitivamente não pensam igual quando o assunto é a intensidade das ações contra o novo vírus. E este fim de semana não deixou dúvidas.
"Ele pediu carta branca para defender o que acredita como médico", afirma um aliado de Mandetta. "Muitas vezes o presidente não é bem compreendido", prega um auxiliar da equipe de Bolsonaro no Planalto.
Para quem ainda tem dúvida, o argumento de Mandetta é a letalidade da doença, as milhares de pessoas mortas. Já Bolsonaro lançou mão de uma enquete que conecta o presidente ao homem simples da rua - que vive do oposto ao isolamento. Pergunta de quem já sabe a resposta: os comerciantes reagiram com pedidos de que querem sair às ruas e não ficar em casa.
Um homem na cola do isopor do churrasquinho, visitado por Bolsonaro, disse que "a morte está aí, mas seja o que Deus quiser. Se não morrer na doença, morre na fome". O outro homem, vendedor do churrasquinho, afirmou que o ideal seria evitar "aglomerações de muitas pessoas", sugerindo um esquema de organização próprio em que os consumidores de churrasquinho comprariam o alimento individualmente, cada um respeitando a sua vez, saindo em seguida pela lateral sem gerar muita interação um com o outro. Esse pensamento de quem tenta resolver uma pandemia mundial com regras de quem organiza uma fila de churrasquinho desafia evidências científicas e técnicas de um mal que mata, sem perguntar qual o viés político da vítima.
Na reunião deste fim de semana no Alvorada, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, defendeu poder falar no que acredita como médico: fique em casa, lave as mãos, não é uma gripezinha. Já Bolsonaro, até que o tempo prove o contrário, continuará também defendendo o que acredita.
Por Basília Rodrigues

Supremo libera governos em estado de calamidade de cumprir artigos da LRF

Plenário do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar liberando o governo federal de cumprir artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que preveem compensação orçamentária para gastos extraordinários relacionados ao combate à pandemia do novo coronavírus. 
Na decisão, o ministro informa que o mesmo valerá para todos os entes federativos que tiverem decretado estado de calamidade pública em decorrência da pandemia.
O pedido foi feito pelo governo federal, mas Moraes decidiu ampliar as regras para estados e municípios que estejam em calamidade em nome do combate ao coronavírus. 
“O surgimento da pandemia de COVID-19 representa uma condição superveniente absolutamente imprevisível e de consequências gravíssimas, que, afetará, drasticamente, a execução orçamentária anteriormente planejada, exigindo atuação urgente, duradoura e coordenada de todos as autoridades federais, estaduais e municipais em defesa da vida, da saúde e da própria subsistência econômica de grande parcela da sociedade brasileira, tornando, por óbvio, logica e juridicamente impossível o cumprimento de determinados requisitos legais compatíveis com momentos de normalidade”, escreveu o ministro. 
“A gravidade da emergência causada pela pandemia do COVID-19 (Coronavírus) exige das autoridades brasileiras, em todos os níveis de governo, a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção de todas as medidas possíveis para o apoio e manutenção das atividades do Sistema Único de Saúde.”
Moraes argumenta na decisão que “a importância de planejamento e a garantia de transparência são os dois pressupostos mais importantes para a responsabilidade na gestão fiscal, a serem realizados mediante prevenção de riscos e possíveis desvios do equilíbrio fiscal”. 
“Há, porém, situações onde o surgimento de condições supervenientes absolutamente imprevisíveis afetam radicalmente a possibilidade de execução do orçamento planejado.”
Por fim, ele determina a liberação da “exigência de demonstração de adequação e compensação orçamentárias em relação à criação/expansão de programas públicos destinados ao enfrentamento do contexto de calamidade gerado pela disseminação de COVID-19”.
Por Daniela Lima, CNN

domingo, 29 de março de 2020

Campanha arrecadará doações de recursos financeiros e materiais para o HU-UFMA

Auditoria do TCU constata gestão inadequada no HUUFMA - Daniel Matos
SÃO LUÍS - A UFMA lança, nessa segunda-feira, 30, uma campanha de apoio ao Hospital Universitário, complexo formado por duas unidades hospitalares (Presidente Dutra e Materno Infantil) e nove anexos de atendimento ambulatorial, que está desenvolvendo ações para o enfrentamento da COVID-19 no Maranhão. A ideia é sensibilizar a população e solicitar doações: financeiras e de material.
O trabalho de arrecadação ficará a cargo das fundações de apoio à UFMA: Sousândrade e Josué Montello. Nesses dois locais, serão montados postos para receber as doações dos materiais. E também ficará disponível uma conta corrente para receber os aportes financeiros: Agência Banco do Brasil: 3846-6. Conta Corrente: 8804-8. FSADU FJM HU
LANÇAMENTO – a campanha vai ser lançada nessa segunda-feira, às 15h, pelas redes sociais da UFMA, do HU-UFMA, da Fundação Sousândrade e Fundação Josué Montello: Instagram, Facebook, Twitter e ainda compartilhada nos grupos de WhatsApp. A partir de terça-feira, os postos de arrecadação já estarão recebendo os materiais doados. E quem quiser já pode, na segunda mesmo, fazer doações em dinheiro, por transferência bancária ou depósito em conta corrente.
A arrecadação vai durar enquanto perdurar a crise do novo coronavírus.
DOAÇÕES – a expectativa é receber doações de materiais necessários ao trabalho diário no hospital. De acordo com a Superintendente do HU-UFMA, Joyce Lages, “De fato, existe uma necessidade muito grande de insumos hospitalares para proteger aqueles que vão cuidar dos pacientes com COVID-19. Itens como máscaras e álcool gel não são essenciais para quem tem oportunidade de ficar em casa, mas, para nós, que estamos à frente da assistência à saúde, têm uma importância vital. Receber o apoio espontâneo dessas instituições é um grande reconhecimento e demonstração de confiança no nosso trabalho”. Ao final deste texto, há uma relação de todos os materiais que podem ser doados para o HU-UFMA.
O HU-UFMA é uma instituição que se mantém, integralmente, com verbas oriundas do Governo Federal, e seu atendimento está todo vinculado ao SUS. Por isso é importante a sensibilização da população para que, neste momento de crise, possa haver doações fundamentais para o atendimento a essa demanda emergencial.
FUNDAÇÕES – hoje a UFMA conta com duas fundações de apoio às suas atividades.
A Fundação Sousândrade (FSADU), fundada em 1982, por iniciativa de cem professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), foi a primeira a ser criada para dar apoio à Universidade. Entre as suas atividades, constam: apoiar programas, ações, projetos e atividades de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, desporto, ciência, tecnologia, meio ambiente, comunicação social, administração e turismo. Ela também realiza e administra concursos públicos e processos seletivos, atendendo a organizações federais, estaduais e municipais do Brasil. Em 2015, implantou o Núcleo de Apoio Científico e Tecnológico (Nacitec), que efetiva cursos de extensão, especialização e ainda cursos conducentes a mestrado e doutorado com instituições parceiras do Brasil e de países como Portugal e Cabo Verde.
A Fundação Josué Montello foi criada em 1996, para garantir um melhor funcionamento do complexo do HU-UFMA. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, credenciada nos Ministérios da Educação (MEC) e de Ciência e Tecnologia (MCT), atuando no apoio ao desenvolvimento de ações de ensino, pesquisa, extensão e de assistência à saúde. Tem grande importância no apoio, por exemplo, a projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico nas áreas de: administração, assistência social, ciência e tecnologia, educação, meio ambiente, planejamento, saúde, segurança e tecnologia de informação. Para tanto, pode celebrar convênios, contratos, acordos e outros instrumentos com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras.
EXPECTATIVA - a UFMA, idealizadora da campanha de ajuda ao HU-UFMA, tem boas expectativas do sucesso desta ação. “O sistema público de saúde precisa estar preparado para enfrentar o agravamento da situação provocada pela pandemia do coronavírus. A UFMA está fazendo a sua parte, mas precisamos somar esforços com a iniciativa privada para que os serviços prestados pelo Hospital Universitário à população não sofram prejuízos com o crescimento da demanda que está por vir. O momento exige união, mas, se todos derem as mãos — empresariado, instituições públicas e privadas, poder federal, estadual e municipal — poderemos construir uma grande rede de atendimento à saúde daqueles que mais precisam. A campanha de apoio ao Hospital Universitário feita pela Fundação Sousândrade e Fundação Josué Montello é uma iniciativa em prol da dignidade humana”, destacou o reitor Natalino Salgado.
RELAÇÃO DE ITENS QUE PODEM SER DOADOS:
• Avental cirúrgico descartável (estéril);
• Avental hospitalar manga longa (SMS);
• Filtro HEPA para ventiladores mecânicos;
• Luva de procedimento P, M, G (uso em área de saúde);
• Máscara cirúrgica;
• Máscara N95 (BFE%);
• Óculos de proteção;
• Óculos de sobreposição;
• Papel Toalha;
• Protetor Facial;
• Touca descartável com elástico;
• Álcool etílico 70% almotolias 100ml;
• Álcool etílico 70% frasco 1000ml;
• Álcool etílico 70% gel refil 800ml;
• Sabonete Líquido à base de lauriéter sulfato de sódio (LESS), pH neutro, sem antisséptico, frasco 1000ml;
• Sabonete Líquido à base de lauriéter sulfato de sódio (LESS), pH neutro, sem antisséptico, refil 800ml.

PONTOS DE ARRECADAÇÃO
FUNDAÇÃO SOUSÂNDRADE – ENDEREÇO: Rua das Juçaras, Q- 44, n- 28, Renascença 01 (próximo ao laboratório Cedro Kids)

FUNDAÇÃO JOSUÉ MONTELLO – ENDEREÇO: Travessa Silva Jardim, 42, Centro (Em frente ao Serviço de Urologia do HUUFMA, antigo laboratório)

Telefone para contato sobre a campanha: (98) 9 8882-8466.

quarta-feira, 25 de março de 2020

CORONAVÍRUS: General Augusto Heleno descumpre quarentena e volta a despachar em seu gabinete


O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, não seguiu orientação do Ministério da Saúde para pessoas que contraíram o Covid-19 e voltou a despachar nesta quarta-feira (25) do Palácio do Planalto.

O general da reserva, que participou da comitiva presidencial aos Estados Unidos e tem 72 anos, realizou o exame clínico para a doença no dia 17 e obteve o resultado positivo no dia 18.

“Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA [Hospital das Forças Armadas], acusou positivo. Aguardo a contraprova da Fiocruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao Covid-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas”, escreveu Heleno em seu Twitter, em 18 de março.

Vale destacar que o isolamento determinado pelo Ministério da Saúde é de 14 dias. Helen só cumpriu 7 dias.

Diretor da OMS responde a Bolsonaro: " UTIs estão lotadas em muitos países"

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra -

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, mandou uma resposta direta ao presidente Jair Bolsonaro, que insistiu em minimizar o coronavírus e chegou a classificá-lo como uma "gripezinha" ou "histeria". Questionado pela coluna sobre qual mensagem ele passaria para o presidente brasileiro, o africano que lidera a agência de Saúde foi claro em contestar sua posição e desautorizar Bolsonaro.

"Em muitos países, as UTIs estão lotadas e essa é uma doença muito séria", declarou Tedros. O tom usado pelo presidente Jair Bolsonaro em sua mensagem ao país na noite de terça-feira sobre o coronavírus deixou entidades internacionais perplexas e preocupadas com o destino de milhares de pessoas. 

Em sua fala, Bolsonaro questionou alguns dos pilares martelados desde janeiro pela OMS para tentar frear a pandemia. Ele colocou em xeque o distanciamento social e o fechamento de escolas. Mas, acima de tudo, deu a impressão de que a doença apenas atinge os mais velhos, algo que a OMS tem alertado que não é o caso.
Instantes antes da resposta de Tedros nesta quarta-feira, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo para que governos em todo o mundo entendam que a ameaça é para "toda a humanidade".

Há poucas semanas, Tedros chegou a dizer que vender tal percepção de que se trata de um doença que mata apenas idosos - mesmo que fosse verdade - representa a "falência moral" da sociedade.

Numa outra coletiva, o africano foi enfático: "jovens: vocês não são invencíveis". Nesta quarta-feira, coube a uma das diretoras técnicas da OMS, Maria van Kerkhove, reforçar a ideia de que crianças também são "vulneráveis" e que casos sérios foram registrados entre jovens.

Para fontes nos organismos internacionais, o discurso de Bolsonaro é "perigoso", já que incita os mais jovens a desrespeitar medidas de distanciamento social e cuidados básicos. Mas é o tom de Bolsonaro minimizando a doença - a chamando de histeria e "gripezinha" - que gerou enorme preocupação entre os técnicos internacionais nesta quarta-feira. 

Consultados pela coluna, vários deles indicaram que o temor é de que, ao mandar essa mensagem, Bolsonaro mina a tentativa da OMS de conscientizar milhões de pessoas sobre a necessidade de tratar a doença como algo sério. Por semanas, a direção da agência vem tentando convencer políticos pelo mundo de que a situação é grave. "Acordem", chegou a dizer o chefe de operações da entidade, Michael Ryan, aos governos.

Modelos

Além de repetir em grande parte o posicionamento do governo dos EUA, a estratégia de Bolsonaro só encontrou eco nos primeiros dias da crise no Reino Unido. Boris Johnson, o primeiro-ministro, tentou adotar uma estratégia de ação pontual. Mas, pressionado pelos números de mortes e criticado pela atitude, acabou desistindo do caminho adotado e ordenou uma quarentena em todo o país.

O Japão foi citado pelo governo brasileiro como um país que não adotou o distanciamento social. Mas o país ampliou de forma considerável sua capacidade do sistema de saúde e promoveu uma estratégia para testar de forma ampla todos aqueles com algum sintoma.

Também pesou na resposta de Tóquio o hábito de parte de sua população de levar máscaras, além de um compromisso político do governo em mostrar ao mundo que estava pronto para receber os Jogos Olímpicos, o que acabou cancelado.

Outros exemplos de países onde a quarentena não foi adotada dificilmente poderiam ser comparados ao caso do Brasil. No caso da Coreia do Sul, apresentado como exemplo de sucesso, o governo optou por uma campanha em massa para testar os cidadãos. Aqueles com a doença foram isolados e tratados. 

Além disso, todos os contatos da pessoa foram rastreados. Outro exemplo frequentemente citado é o do Cingapura. Mas, neste caso, o que facilita o controle e a identificação de cada uma das pessoas atingidas.

Por Jamil Chade

Entidades de saúde condenam pronunciamento de Bolsonaro sobre a Covid-19


Entidades de médicos e outros profissionais de saúde condenaram o pronunciamento, na noite desta terça-feira (24), do presidente Jair Bolsonaro sobre a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Na fala, veiculada em rede nacional, o presidente chamou a doença de "resfriadinho", contrariou especialistas e pediu o fim do "confinamento em massa". Ele também fez um apelo pela "volta à normalidade" e culpou a imprensa por "espalhar pavor".

Veja repercussão do pronunciamento de Bolsonaro sobre o coronavírus

O Conselho Nacional de Saúde considerou que o pronunciamento do presidente "coloca em risco a vida de milhares de pessoas" e que é "uma afronta grave à Saúde e à vida da população. Sua fala prejudica todo o esforço nacional para que o Sistema Único de Saúde (SUS) não entre em colapso diante do cenário emergencial que vivemos na atualidade", avaliou a entidade.

A Sociedade Brasileira de Infectologia se disse preocupada com a fala de Bolsonaro, e considerou que as declarações podem dar a falsa impressão de que as medidas de contenção social são inadequadas. Os infectologistas classificaram a pandemia como "grave", e disseram que é temerário associar que as cerca de 800 mortes por dia causadas pela doença na Itália, a maioria entre idosos, esteja relacionada apenas ao clima frio do inverno europeu.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva considerou "intolerável e irresponsável" o que chamou de "discurso da morte” do presidente Jair Bolsonaro. A entidade afirmou que, em sua fala, que classificou como "incoerente e criminosa", o presidente "nega o conjunto de evidências científicas que vem pautando o combate à pandemia da COVID-19 em todo o mundo, desvalorizando o trabalho sério e dedicado de toda uma rede nacional e mundial de cientistas e desenvolvedores de tecnologias em saúde."

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia disse que qualquer medida que abrande o isolamento da população será "extremante prejudicial" para o combate à Covid-19.

Associação Paulista de Medicina afirmou que, "se a intenção foi acalmar, a reação da sociedade mostra que ele [Bolsonaro] não alcançou seus objetivos. Você não traz esperança minimizando o problema, mas reforçando as soluções. Existe um perigo próximo, evidente, real e gravíssimo. Enfrentá-lo é prioritário."

Associação Brasileira de Climatério afirmou que, apesar dos impactos socioeconômicos, "até o momento, o afastamento social está entre as medidas mais eficientes no combate à propagação do COVID-19, de acordo, inclusive, com autoridades de saúde internacionais". A entidade reúne médicos dedicados à assistência da mulher em transição - chamada de climatério - entre o período fértil e o não fértil.

A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo disse, em nota, que "vê com extrema preocupação" o pronunciamento de Bolsonaro. "O isolamento é uma das medidas mais eficientes para combater a propagação de COVID-19 até o presente momento. Desta forma, a SOGESP reitera a importância de se seguir as determinações das autoridades de saúde, no sentido de se evitar ao máximo os contatos sociais", pediu a entidade.

Sociedade Brasileira de Mastologia também viu "com preocupação" as declarações do presidente, afirmando que elas vão "na contramão de todas as orientações passadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas em infectologia, que recomendam o isolamento social como forma de conter a disseminação do novo vírus". A entidade afirmou que "continuará recomendando a toda população brasileira, inclusive as mulheres acometidas neste momento pelo câncer de mama e em tratamento como sessões de quimioterapia e radioterapia, para que fiquem em confinamento domiciliar".

Em comunicado conjunto, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea e a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica pediram que "todos aqueles que podem manter-se em isolamento devem fazê-lo", pois estão, dessa forma, protegendo a vida de pacientes que têm o sistema imune comprometido - como aqueles que aguardam ou passaram por um transplante de medula óssea ou, ainda, aqueles em tratamento para câncer.

Associação Médica Brasileira elogiou a atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia, e frisou que "constitui erro capital, nas crises, sustentar opiniões ou posições que perderam a validade em decorrência da evolução dos fatos".

Em vídeo, o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Alexandre Ferreira Oliveira, também apoiou as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde e disse que a entidade é favorável "ao isolamento responsável das pessoas" e à "não interrupção dos tratamentos oncológicos em prejuízo aos pacientes". Oliveira concluiu dizendo que "dentro disso tudo, é muito importante a proteção às equipes de linhas de frente que estão atendendo esses pacientes. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica apoia qualquer medida de preservação à vida."

Também em vídeo, o presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Marcos Machado, se disse "perplexo e preocupado" com o pronunciamento de Bolsonaro. "O discurso é carregado de política, e sem nenhuma preocupação com a prevenção sobre o coronavírus", afirmou, antes de elogiar o trabalho do Ministério da Saúde. "É inaceitável, neste instante, que venha a maior liderança do país dizer à população que não se preocupe com as orientações do Ministério da Saúde", disse.

Sociedade Brasileira de Imunizações também chamou de "temerário" o discurso proferido por Bolsonaro. "Ao pregar o fim do isolamento social como estratégia de resposta à pandemia de COVID-19, o presidente contraria todas as evidências científicas. Vai de encontro, também, às próprias orientações do Ministério da Saúde, que vem trabalhando de forma correta e árdua diante desse grande desafio", afirmou a entidade em nota.

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia reiterou a importância do isolamento para combater a disseminação do vírus. "As orientações e cuidados a serem tomados diante da pandemia do novo coronavírus são aquelas emanadas pelo Ministério da Saúde", afirmou a entidade. "Dessa forma, por mais respeito que tenhamos pela figura do chefe do Executivo, o cerne do combate à pandemia é e continuará sendo a tentativa desesperada de se evitar o crescimento exponencial da doença".

Veja, abaixo, as íntegras dos posicionamentos divulgados pelas organizações:

Conselho Nacional de Saúde
"O Conselho Nacional de Saúde (CNS), frente à pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19), enfrentada por diversos países no mundo, considera o pronunciamento, nesta terça (24/03), do presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, uma afronta grave à Saúde e à vida da população. Sua fala prejudica todo o esforço nacional para que o Sistema Único de Saúde (SUS) não entre em colapso diante do cenário emergencial que vivemos na atualidade. Cabe ao Estado garantir medidas de Saúde e proteção como já sinalizamos em nossa Carta Aberta às Autoridades Brasileiras.
Contrariando todas as evidências técnicas e científicas de instituições como Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades brasileiras e o próprio Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), consideramos sua fala pública de completa irresponsabilidade, podendo causar prejuízos aos cidadãos e cidadãs no Brasil como o aumento da transmissão comunitária e até mesmo do número de mortes.
Neste momento, a principal recomendação das autoridades sanitárias, legalmente com competência e conhecimento para lidar com o cenário crítico, é o isolamento ao maior número de pessoas, com atenção especial aos idosos. Nesse contexto, as falas de Bolsonaro negam e desrespeitam o trabalho que vem sendo desenvolvido por inúmeros profissionais da Saúde em todo o país, além de contrariar as ações que vêm sendo geridas pelo Ministro da Saúde.
A paralisação de diversos serviços vai gerar um impacto negativo na economia, porém a economia se recupera se as vidas estiverem preservadas. Números não valem mais que vidas. Antes um país com potencial de retomada na economia após uma crise, que centenas ou milhares de pessoas mortas devido à irresponsabilidade de falas, posturas, posicionamentos e atitudes insensatas que atentam contra o bem estar social. A postura do presidente é criminosa, nesse sentido, fazemos um apelo à população: fique em casa e não acredite em fake news contra as orientações do MS.
Por isso, consideramos fundamental que os poderes Legislativo e Judiciário, subsidiados pelos fatos e pelo clamor social, tomem as providências cabíveis diante de um discurso genocida, que confunde a população e pode colocar em risco a vida de milhares de pessoas no nosso país. É necessário que haja união de todas as autoridades, independentemente de disputas partidárias, e confiança nas evidências científicas para que possamos superar esta crise. A vida não pode esperar, o SUS é capaz de salvar-nos desse contexto. Mas precisamos de financiamento adequado e do compromisso de todos e todas no país. O CNS está ao lado da população."

Sociedade Brasileira de Infectologia
"Neste difícil momento da pandemia de COVID-19 em todo o mundo e no Brasil, trouxe-nos preocupação o pronunciamento oficial do Presidente da República Jair Bolsonaro, ao ser contra o fechamento de escolas e ao se referir a essa nova doença infecciosa como “um resfriadinho”.
Tais mensagens podem dar a falsa impressão à população que as medidas de contenção social são inadequadas e que a COVID-19 é semelhante ao resfriado comum, esta sim uma doença com baixa letalidade. É também temerário dizer que as cerca de 800 mortes diárias que estão ocorrendo na Itália, realmente a maioria entre idosos, seja relacionada apenas ao clima frio do inverno europeu. A pandemia é grave, pois até hoje já foram registrados mais de 420 mil casos confirmados no mundo e quase 19 mil óbitos, sendo 46 no Brasil.
O Brasil está numa curva crescente de casos, com transmissão comunitária do vírus e o número de infectados está dobrando a cada três dias.
Concordamos com o Presidente quando elogia o trabalho do Ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandetta, e sua equipe, cujas ações têm sido de grande gestor na mais grave epidemia que o Brasil já enfrentou em sua história recente. Desde o início da epidemia, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estão trabalhando em conjunto com várias sociedades médicas científicas, em especial com a Sociedade Brasileira de Infectologia, com várias reuniões presenciais, teleconferências e trocas de informações quase que diariamente.
Também concordamos que devemos ter enorme preocupação com o impacto socioeconômico desta pandemia e a preocupação com os empregos e sustento das famílias. Entretanto, do ponto de vista científico-epidemiológico, o distanciamento social é fundamental para conter a disseminação do novo coronavírus, quando ele atinge a fase de transmissão comunitária. Essa medida deve ser associada ao isolamento respiratório dos pacientes que apresentam a doença, ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI) pelos profissionais de saúde e à higienização frequente das mãos por toda a população. As medidas de maior ou menor restrição social vão depender da evolução da epidemia no Brasil e, nas próximas semanas, poderemos ter diferentes medidas para regiões que apresentem fases distantes da sua disseminação.
Quando a COVID-19 chega à fase de franca disseminação comunitária, a maior restrição social, com fechamento do comércio e da indústria não essencial, além de não permitir aglomerações humanas, se impõe. Por isso, ela está sendo tomada em países europeus desenvolvidos e nos Estados Unidos da América.
Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e todos os demais profissionais de saúde estão trabalhando arduamente nos hospitais e unidades de saúde em todo o país. A epidemia é dinâmica, assim como devem ser as medidas para minimizar sua disseminação. “Ficar em casa” é a resposta mais adequada para a maioria das cidades brasileiras neste momento, principalmente as mais populosas."

Associação Brasileira de Saúde Coletiva
"As entidades de saúde coletiva e da bioética consideram intolerável e irresponsável o “discurso da morte” feito pelo Presidente da República, na noite de 24 de março, em cadeia nacional de rádio e TV.
Nessa manifestação, incoerente e criminosa, o Sr. Jair Bolsonaro, no momento ocupante do principal cargo do Executivo Federal, nega o conjunto de evidências científicas que vem pautando o combate à pandemia da COVID-19 em todo o mundo, desvalorizando o trabalho sério e dedicado de toda uma rede nacional e mundial de cientistas e desenvolvedores de tecnologias em saúde. Nesse ato, desrespeita o excelente trabalho da imprensa e de numerosas redes de difusão de conhecimento, essenciais para o esclarecimento geral sobre a COVID-19, e desmobiliza a população a dar seguimento às medidas fundamentais de contenção para evitar mortes. Medidas estas cruciais encaminhadas com muito esforço pelas autoridades municipais e estaduais, implementadas por técnicos e profissionais do SUS, os quais vêm expondo suas vidas para salvar pessoas. Além disso, comete o crime de “infração de medida sanitária preventiva”, a ser enquadrado no Art. 268 do Código Penal Brasileiro, ao desrespeitar “determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.
Nossas entidades representativas da comunidade brasileira de sanitaristas, epidemiologistas, planejadores e gestores de saúde, cientistas sociais e outros profissionais da área de saúde pública vêm a público denunciar os efeitos nocivos das posições do presidente da República sobre a grave situação epidemiológica que estamos vivendo. Seu pronunciamento perverso pode resultar em mais sofrimento e mortes na já tão sofrida população brasileira, particularmente entre os segmentos vulneráveis da sociedade.
As instituições da República precisam reagir e parar a irresponsabilidade do ocupante da cadeira de presidente antes que o caos se torne irreversível.
Assinam esta nota as seguintes entidades:
·         Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
·         Centro Brasileiro de Estudos da Saúde – Cebes
·         Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABrES
·         Associação Brasileira da Rede Unida
·         Associação Brasileira de Enfermagem – ABEn
·         Associação Paulista de Medicina – APM
·         Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Em nota, a entidade afirmou que "a SBGG tem um comprometimento sério e humano com a população e endossa a manutenção de todas as medidas tomadas até este momento. Para a SBGG qualquer medida que abrande o isolamento da população será extremante prejudicial para o combate ao Coronavírus, acarretando em maior número de infectados e morte. Salientamos que a maioria dos países adotam a mesma medida de contenção, apresentando sucesso.Seremos militantes do nosso posicionamento para o bem dos idosos e da população brasileira."

Associação Paulista de Medicina
“Se a intenção foi acalmar, a reação da sociedade mostra que ele não alcançou seus objetivos. Você não traz esperança minimizando o problema, mas reforçando as soluções. Existe um perigo próximo, evidente, real e gravíssimo. Enfrentá-lo é prioritário. Todos nos preocupamos com o impacto do isolamento social na economia, particularmente o impacto da recessão sobre a saúde. Também isso não deve ser minimizado. Mas que não se deixe a preocupação com o futuro inviabilizar o presente.”

Associação Brasileira de Climatério
"A Associação Brasileira de Climatério - SOBRAC vem a público reiterar a importância de que as determinações de afastamento social temporário emanadas pelas autoridades de saúde sejam observadas fielmente.
Evidentemente sempre há preocupação com eventuais impactos socioeconômicos que tais medidas possam gerar. Contudo, até o momento, o afastamento social está entre as medidas mais eficientes no combate à propagação do COVID-19, de acordo, inclusive, com autoridades de saúde internacionais.
A SOBRAC se preocupa em especial, pois se dedica ao estudo de população que pode se enquadrar com maior frequência nos grupos de maior risco para a doença e, portanto, reitera a importância de observar todas as determinações de saúde de nossas autoridades.
Nas próximas semanas, talvez seja possível ter a real dimensão que tomará a pandemia no País. Somente então se poderá decidir por manter o afastamento social mais ou menos rigoroso."

Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo
"Neste momento de incertezas e inseguranças que tomam conta das sociedades brasileira e mundial, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo – SOGESP vê com extrema preocupação o pronunciamento do senhor presidente Jair Bolsonaro, na noite de ontem, 24 de março.
Claro que sempre existe preocupação com eventuais impactos socioeconômicos do isolamento social, mas vidas humanas têm de ser prioridade sempre.
O isolamento é uma das medidas mais eficientes para combater a propagação de COVID-19 até o presente momento. Desta forma, a SOGESP reitera a importância de se seguir as determinações das autoridades de saúde, no sentido de se evitar ao máximo os contatos sociais."

Sociedade Brasileira de Mastologia
"A Sociedade Brasileira de Mastologia monitora de perto o avanço da pandemia do coronavírus (COVID-19) no Brasil e no mundo. E por tratar diretamente de pacientes que podem compor o grupo de risco, recebe com preocupação o número de informações desencontradas, essencialmente as que vão na contramão de todas as orientações passadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas em infectologia, que recomendam o isolamento social como forma de conter a disseminação do novo vírus.
A SBM continuará recomendando a toda população brasileira, inclusive as mulheres acometidas neste momento pelo câncer de mama e em tratamento como sessões de quimioterapia e radioterapia, para que fiquem em confinamento domiciliar, evitando assim exposição pública e aglomerações. As exceções devem ser avaliadas caso a caso, conforme as orientações abaixo:
- Consultas ambulatoriais de rotina devem ser avaliadas e remarcadas.
- Consultas de seguimento de pacientes oncológicas de rotina que podem aguardar deverão ser avaliadas e remarcadas.
- Consultas para pacientes em investigação para câncer de mama devem ser mantidas seguindo as normas de higiene preconizadas.
- Procedimentos diagnósticos, cirúrgicos ou não, em pacientes com suspeita de câncer devem ser mantidos seguindo as normas de higiene preconizadas.
- Procedimentos cirúrgicos eletivos não oncológicos devem ser avaliados e postergados.
- Procedimentos cirúrgicos oncológicos devem ser mantidos.
A individualização dos casos deve ser sempre realizada pelo médico assistente.
De fato, o coronavírus tem demonstrado aqui e nos outros países o seu poder de letalidade e as mulheres com baixa imunidade, como é o caso das que estão em determinada fase do tratamento do câncer, devem redobrar o cuidado, mantendo-se em casa.
A Sociedade Brasileira de Mastologia está à disposição para tirar dúvidas, trocar experiências e reforça que está atenta a todos os acontecimentos para trazer as informações necessárias à prática médica, sempre com as melhores medidas e decisões para a nossa população."

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea e Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica
"Vimos por meio deste comunicado conjunto reforçar à população a importância de mantermos todas recomendações que têm sido indicadas como forma de combater o novo coronavírus.
Neste momento, reiteramos que todos aqueles que podem manter-se em isolamento devem fazê-lo, pois estão colaborando para proteger as vidas dos nossos idosos que temos em nosso País e, também, das crianças, jovens e adultos que neste momento estão em tratamento hematológico, oncológico e oncohematológico, bem como aquelas que aguardam por um transplante de medula óssea ou foram recentemente transplantadas.
Estes são pacientes que tem seu sistema imune comprometido, devido à sua condição de saúde, o que os torna mais suscetíveis às complicações da Covid-19, tanto quanto idosos, ou pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e tantas outras.
Sem o isolamento, esta população estará em maior risco de sofrer os agravos que uma infecção pelo novo coronavírus pode lhes causar. Portanto, reiteramos que as medidas não devem ser flexibilizadas, para que possamos proteger a nossa população, seja qual for a idade.
Nós, da ABHH, SBTMO e SOBOPE, somos sociedades de especialidades médicas que lutam para promover educação, fomentar a produção científica e contribuir com o aperfeiçoamento da prática médica e de todos os profissionais que compõem as equipes multidisciplinares.
Por isso, à luz da ciência e também com base nas experiências de enfrentamento à Covid-19 que países como China e Itália – levando em conta erros e acertos, reiteramos veementemente para manter as orientações de isolamento.
Juntos, podemos passar por isso!"

Associação Médica Brasileira
"Crises são caracterizadas por constantes mudanças de cenário. De uma hora para a outra, as variáveis podem se modificar radicalmente, fazendo com que estratégias previamente traçadas possam, com grande volatilidade, se tornar ineficazes. Assim, constitui erro capital, nas crises, sustentar opiniões ou posições que perderam a validade em decorrência da evolução dos fatos. Por isso, o enfrentamento da situação com total transparência torna-se fundamental. É preciso que todos entendam o cenário, as mudanças que nele impactam e, por consequência, a busca de novas estratégias e ações.
Nesse sentido, o Ministério da Saúde, capitaneado por Luiz Henrique Mandetta, tem atuado de forma precisa e responsável. Os transparentes relatos com atualizações constantes sobre a pandemia da COVID-19 nos ajudam a entender o cenário atual, as perspectivas de soluções, e estimula nossa participação colaborativa.
O respeito com o qual o Ministério vem tratando os médicos e demais profissionais de saúde, bem como o empenho para resolver questões relevantes à classe, como a disponibilização de EPIs, aumento de respiradores, leitos de UTI, estratégias e logística para o enfrentamento desta pandemia encoraja ainda mais a categoria para avançar na linha de frente e cumprir seu papel, resguardando a segurança de todos e a assistência à população.
A incansável luta contra outra praga desta crise, as fakenews, também tem sido louvável. É necessária, uma vez que a propagação de notícias falsas e alarmistas pode criar danos enormes à saúde e ao bem-estar da população.
A hora é de união e colaboração e de apoio ao Ministro Mandetta e toda sua equipe ministerial. Precisamos estar atentos, alertas, críticos quando necessário, propositivos na segurança dos médicos e demais profissionais de saúde, mas sempre seremos colaborativos."

Conselho Regional de Farmácia de São Paulo
Em vídeo, o presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Marcos Machado, disse estar "perplexo e preocupado" com a fala de Bolsonaro.
"O discurso é carregado de política, e sem nenhuma preocupação com a prevenção sobre o coronavírus", afirmou, antes de elogiar o trabalho do Ministério da Saúde. "É inaceitável, neste instante, que venha a maior liderança do país dizer à população que não se preocupe com as orientações do Ministério da Saúde.
Toda a sua fala contraria o trabalho dos profissionais de saúde que estão à frente, nesse momento, orientando e tentando ajudar a população a sair dessa pandemia o mais rápido possível. Os farmacêuticos estão à frente desse processo, atendendo pacientes em suas farmácias, em seus ambulatórios, em seus ambientes de trabalho, muitas vezes sem condições de trabalho, mas todos estão lá, fazendo o possível. Portanto, é inaceitável, neste instante, que venha a maior liderança do país dizer à população que não se preocupem com as orientações do Ministério da Saúde. Não tem sentido isso - é preciso que nós tenhamos um discurso de construção - e não é o que nós vimos nesse momento. A mim e aos farmacêuticos isso preocupa demais. É uma situação grave que gostaríamos de ver corrigida o mais rápido possível."

Sociedade Brasileira de Imunizações
"A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera temerário o discurso proferido pelo excelentíssimo presidente da república Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira, 24 de março, em rede nacional de rádio e televisão.
Ao pregar o fim do isolamento social como estratégia de resposta à pandemia de COVID-19, o presidente contraria todas as evidências científicas. Vai de encontro, também, às próprias orientações do Ministério da Saúde, que vem trabalhando de forma correta e árdua diante desse grande desafio.
Paralisar as atividades não essenciais é uma medida dura, mas necessária. Entidades acima de qualquer questionamento, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que, enquanto não dispormos de uma vacina, ou mesmo tratamento, trata-se da ação primária de maior impacto na interrupção da cadeia de transmissão do novo coronavírus (Sars-Cov-2), ao lado dos cuidados com higiene pessoal.
Incentivar os brasileiros que têm a possibilidade de permanecer em casa a voltarem às ruas pode ter consequências trágicas. Ademais, é um desrespeito com os profissionais de diversas categorias — como médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros, motoristas, entregadores, funcionários de mercados e muitos outros — que se expõem diariamente ao risco, por exercerem funções que não podem ser interrompidas.
O fato de a doença se mostrar mais grave em pessoas em idade avançada não deve ser considerado atenuante, especialmente porque há hoje no Brasil, segundo estimativas do IBGE, mais de 20 milhões de pessoas com 65 anos ou mais.
Nossa visão é a de valorizar a vida de qualquer cidadão, acreditando que essa estratégia é essencial para minimizar o número de doentes e mortos.
O momento é de união. A saúde do brasileiro está acima de qualquer visão política."

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
"A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT, que se manifesta em nome de seus 18.000 médicos associados, vem reiterar perante a população brasileira que as orientações e cuidados a serem tomados diante da pandemia do novo coronavírus são aquelas emanadas pelo Ministério da Saúde.
Essas orientações, emanadas pelo ministro médico Luiz Henrique Mandetta, tem base científica e seguem a linha explicitada pela OMS.
Dessa forma, por mais respeito que tenhamos pela figura do chefe do Executivo, o cerne do combate à pandemia é e continuará sendo a tentativa desesperada de se evitar o crescimento exponencial da doença.
Manifestamos nosso total apoio e confiança em toda equipe do Ministério da Saúde, cuja normas, reafirmamos, são aquelas recomendadas com base cientifica-epidemiológica.
“Permanecer em casa” é a nossa orientação.
Continua valendo a recomendação de que toda a população e não só os idosos permaneçam em casa, que as escolas não tenham aulas e que os serviços não essenciais continuem sem operar, mesmo que isso represente um problema econômico grave. É preciso lembrar que mais importante que o dinheiro que deixa de ser ganho, é a vida que deve ser salva."

Com informações G1