sábado, 29 de fevereiro de 2020

O que de fato importa?



“A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém”. (Mário Quintana)

​Terminada a folia momesca, no calendário dos cristãos católicos, é hora de circunspecção e reflexão. Inicia-se o período da quaresma e, com ele, a campanha da fraternidade que, neste ano, tem como tema "Fraternidade e Vida: dom e compromisso".


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​Sobre a escolha do tema, Dom Joel Portella Amado, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fez referência à proteção da vida – considerada o maior dom - com o incentivo ao cuidado consigo mesmo e com o próximo, seja um familiar, um amigo, um vizinho, um conhecido e, até mesmo, sejam os desconhecidos à nossa volta.

​Independente de credo, trata-se de uma temática atualíssima. Vivemos na era da individualidade e da indiferença. O psicólogo americano John Gottman, especialista em relacionamentos, criou a tese dos “Quatro cavaleiros do apocalipse”, que define os quatro fatores responsáveis pelo desgaste entre as relações: defensividade, indiferença, crítica destrutiva e desprezo.

Mas qual são os antídotos para esses males? Recorro a Tomás de Aquino, filósofo e teólogo católico que se dispôs a estudar os ensinamentos de Aristóteles e, por meio destes, discorrer acerca da justiça e considerar a perspectiva de Deus a partir da razão (leitura que recomendo, a despeito de qualquer fé que alguém venha professar).

​Em sua Suma Teológica, Tomás de Aquino nos leva a pensar acerca da finalidade das coisas que nos rodeiam e da esperança que nos move para a realização do propósito que colocamos como objetivo a ser alcançado. Respeitar o espaço no qual fomos inseridos – com todos os seus componentes – e abrir outro espaço para o ânimo em direção a novas conquistas são maneiras de combater o desprezo e a indiferença que cunham esta era.

​Quer queiramos ou não, estamos todos interligados. A revista Galileu publicou, em 2014, uma reportagem com o interessante título “7 fatos que provam que você e o cosmos estão intimamente conectados”, e enumera as razões em que a ciência se apoia para demonstrar essa afirmação, a partir também das constatações de Carl Sagan que cunhou a célebre frase “somos todos poeiras das estrelas”.

​Somos todos habitantes de um mesmo lugar. E importar-se com nossa morada e com aqueles que nela também habitam é, em última perspectiva, proporcionar um espaço de maior qualidade para o alcance de nossas realizações.

​As guerras, as instabilidades econômicas, as intempéries políticas, as disputas por poder e até as recentes epidemias podem ser debeladas, se enfrentadas por pessoas altruístas e generosas.

​Neste exato momento, cientistas mundo afora se debruçam em pesquisas com o fito de combater o coronavírus. Homens e mulheres de bem intencionam projetos para minorar os males daqueles que sofrem necessidades. Jovens dedicam seu tempo a tornar a vida de comunidades carentes um pouco mais fácil.

​Respeito, tolerância e compaixão são sentimentos que, tornados em prática diária, resultam num lugar melhor para nós mesmos e para os outros.

​Na verdade, sem “fraternidade e vida: dom e compromisso” para que se combatam a indiferença que se apodera destes dias, nada de fato importa, porque só restaria à aparente polidez do desprezo.

Por Natalino Salgado Filho

CORONAVÍRUS: Segundo caso do Brasil é confirmado em São Paulo

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A Secretaria de Saúde de São Paulo notificou ao Ministério da Saúde, neste sábado (29/2), o segundo caso confirmado de coronavírus no Brasil. O paciente esteve na Itália, por onde também passou o primeiro caso registrado no país, na última quarta-feira (26/2), e foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein (SP). 

De acordo com a rádio BandNews FM, o paciente chegou ao Brasil na última quinta-feira (27/2), vindo de Milão, e trabalhou normalmente durante o dia. Depois, começou a apresentar sintomas, como febre, dor muscular e dor de cabeça, e procurou atendimento médico no Hospital Israelita Albert Einstein.

Ainda segundo a rádio, após exames, o caso foi encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz, para que fosse confirmado pelo Ministério da Saúde. O paciente está em isolamento domiciliar com a esposa. Ela também esteve na Itália, mas não apresenta sintomas da doença. 

A Secretaria de Saúde do estado afirmou que, por enquanto, ainda não há evidências de circulação do vírus em território nacional. O Ministério da Saúde deve divulgar novas informações sobre o caso ainda neste sábado. 

Primeiro caso

O primeiro caso de infecção por coronavírus no Brasil foi confirmado na última quarta-feira, também no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O paciente é um homem de 61 anos, que chegou da Itália em 21 de fevereiro. Ele esteve na Lombardia, região mais afetada pelo contágio. 

Com as infecções confirmadas fora da China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para "muito alta" a avaliação de risco para o novo coronavírus a nível global. Até o momento, foram registrados cerca de 83 mil casos do covid-19 no mundo, com 2,8 mil mortes. Cerca de 4 mil desses casos são fora do território chinês, em 49 países diferentes. Ocorreram 67 mortes fora da China. 

Por Alessandra Azevedo

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Campanha da Fraternidade em São Luís será lançada amanhã(29)


A Igreja Católica abre oficialmente neste sábado (29), em São Luís, a Campanha da Fraternidade 2020. Com o tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele (Lc 10,33-34)”, inspirado na passagem bíblica do “Bom Samaritano”, a campanha tem como intuito neste ano a ideia de ajudar o próximo. No ano de 2019, o foco foram as políticas públicas.

A abertura nacional aconteceu na quarta-feira (26) na Secretaria Executiva de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, no Distrito Federal. Santa Dulce dos Pobres e o Papa Francisco foram apresentados como exemplos de bons samaritanos, uma referência a uma parábola da Bíblia.

Na Arquidiocese de São Luís serão realizadas duas aberturas. A primeira vai acontecer neste sábado (29) na sede da Renovação Carismática situada no bairro Angelim, na capital, e outra no próximo dia 1º de março na Forania São Benedito, região continental da Arquidiocese.

Em São Luís o evento começa a partir das 14h30. A santa missa será realizada às 17h e será presidida pelo arcebispo metropolitano, dom José Belisário, que vai reunir durante o evento padres e diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas e as autoridades em geral.
Criada em 1962, a campanha da fraternidade é apresentada todo ano na quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa.

Helena Duailibe discute reforço em serviço de proteção à mulher

A deputada estadual Helena Duailibe (Solidariedade), participou, nesta quinta-feira (27), de reunião na Secretaria Municipal de Saúde que discutiu a expansão de serviço importante no combate à violência contra a mulher.
Também participaram da reunião, o secretário de Saúde, Lula Filho, a delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das delegacias de Mulheres no Maranhão, da Defensora Pública Lindeyvania Martins e a Diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, dentre outras autoridades.
Segundo Helena Duailibe, a reunião discutiu a expansão do Setor de Atividades Especiais Espaço Mulher instalado no Hospital Socorrão II,
“Em reunião na Secretaria Municipal de Saúde (Semus), com o Secretário, Lula Filho, acompanhada da delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das delegacias de Mulheres no Maranhão, da Defensora Pública Lindeyvania Martins, a Diretora do Hospital da Mulher, Natália Mandarino, a Diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena e da assistente social Sílvia Leite, Coordenadora do SAEEM (Setor de Atividades Especiais Espaço Mulher). Como pauta principal da reunião, discutimos a expansão do SAEEM, instalado nas dependências do Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, para o Hospital Municipal Djalma Marques, Socorrão I. O SAEEM é o programa pelo qual, as vítimas de violência que dão entrada em atendimento de urgência são atendidas, orientadas e acompanhadas dentro da rede de enfrentamento a violência contra a mulher”, destacou a deputada.

CORONAVÍRUS: Brasil tem 132 casos suspeitos em todo o país


Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira (27/2), que há 132 casos suspeitos de coronavírus em todo o país. Por enquanto, o único caso confirmado é o de um homem de 61 anos, morador de São Paulo.



O secretário executivo do ministério, João Gabbardo, afirma, no entanto, que o número de casos suspeitos deve ser ainda maior, pois há outras 213 notificações em análise.


"Esses casos em análise podem ser considerados suspeitos, mas também podem ser descartados. Por isso, acreditamos que esse número pode ser ainda maior. Acho que estamos perto de 300 casos suspeitos", diz.

"Não esperava que aumentasse tanto"


Gabbardo explica que a elevação do número de casos é esperada nos próximos dias também devido à mudança dos critérios de casos suspeitos. Pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e tiveram passagem por um dos países em alerta nos últimos 14 dias, se enquadram no critério de caso suspeito. 

"Imaginava que esse número aumentaria, mas não esperava que ele tivesse aumentado tanto. Não sei se foi um movimento esporádico ou se vai se manter, por isso é muito importante a nossa avaliação nos próximos dias”, avaliou Gabbardo.  

Dos 132 casos já classificados como suspeitos, 130 ainda passam pelos primeiros exames para descartar os vírus mais comuns. Outros dois já passaram por esta fase, na qual foram descartados vírus como Influenza A e B, e agora passam por teste específico para descartar o novo coronavírus.


O único caso confirmado no Brasil até agora é de um homem de 61 anos atendido no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e depois encaminhado para isolamento domiciliar. Ele passa bem, segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo.


No DF, a Secretaria de Saúde anunciou, na manhã desta quinta-feira, cinco casos suspeitos, cujos resultados devem sair até o fim do dia. Um deles, porém, já foi descartado pelo hospital particular onde o paciente está internado, o Santa Lúcia da Asa Norte.

Mais tarde, o Ministério da Defesa informou de um sexto caso suspeito: o de um militar que está internado no Hospital das Forças Armadas (HFA). 


Vacinação contra gripe antecipada

Devido à chegada do vírus ao país e ao aumento do número de casos suspeitos, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe deste ano. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a campanha começará em 23 de março, 23 dias antes do previsto.

"A vacinação contra gripe é um instrumento importante nesse momento porque você diminui o espiral de epidemias desses outros vírus que podem ocorrer e confundir a população", justificou Mandetta, em coletiva de imprensa em São Paulo, para onde viajou a fim de discutir o combate à nova epidemia no estado.

Por Maria Eduarda Cardim

Críticas com serenidade


Para quem passou por vários mandatos eletivos e entende de perto a estrutura das instituições, sabe da importância de se preservar – em momento turbulento – a serenidade nas opiniões. Foi o que fez o ex-presidente da República, José Sarney (MDB), quando emitiu opinião a respeito do compartilhamento de vídeo do presidente Jair Bolsonaro convocando a população para se manifestar contra o Congresso Nacional e o Poder Judiciário.
Sem precisar alardear que a intenção do chefe do Executivo do Brasil parece tender para um fechamento do sistema político, Sarney lembrou que o país passou por um momento de transição quando estas instituições estavam frágeis e também em um processo que poderia levar ao fortalecimento, logo a uma democracia.
Foi no período da transição que uma constituição foi discutida e votada no Congresso Nacional, e que entre tantas cláusulas petras está a de que os poderes são independentes entre si e devem existir em harmonia.
Além de dar o exemplo do momento histórico brasileiro, Sarney lembrou da importância da Câmara dos Deputados e do Senado, já que ele, segundo o que disse ao site 247, passou metade de sua vida num parlamento.
“Passei 52 anos no Parlamento, mais da metade da minha vida. E afirmo com a certeza da experiência que sem Parlamento forte não há democracia forte. Sem Congresso, não há democracia”, disse o ex-presidente.
As declarações deixam claro a importância dos princípios constitucionais e a defesa da democracia. Opinião completamente diferente de quem quer dividendos políticos pensando na tentativa de sempre polarizar com os olhos voltados para 2022.
Estado Maior

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

CORONAVÍRUS: Médico brasileiro lidera estudo com o remédio considerado mais promissor para a cura

André Kalil fala na Universidade do Nebraska nesta terçça-feira (25) — Foto: Associated Press/Nati Harnik

O médico brasileiro André Kalil, de 53 anos, é responsável pelo ensaio clínico que testa nos Estados Unidos o remédio considerado de maior potencial para curar o Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Nascido em Bagé (RS), ele está nos Estados Unidos há 20 anos e trabalha no centro médico da Universidade do Nebraska.

Kalil lidera uma equipe de profissionais que vai testar a eficácia da droga remdesivir, atualmente a terapia mais promissora para tratar a infecção.

“Há uma carga emocional grande neste momento, com a situação da epidemia. Mas é preciso fazer a ciência correta e robusta para descobrir qual terapia funciona”, afirmou o médico.

ESPECIALISTA EM DOENÇAS CONTAGIOSAS

Há 14 pacientes de Covid-19 no centro médico onde Kalil trabalha. Eles vieram do cruzeiro que esteve atracado e isolado no Japão. Dois deles estão em estado grave, e os outros 12, em observação.

O hospital da Universidade do Nebraska é especializado em contenção biológica – foi uma das poucas unidades médicas do mundo a receber pacientes de ebola, por exemplo.

Os ensaios clínicos que Kalil conduz são financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), um órgão federal dos Estados Unidos.

PESQUISA DE ENSAIOS CLÍNICOS

A pesquisa é um teste clínico em pacientes: na primeira fase, 200 pessoas infectadas vão receber doses do remdesivir, e outras 200, doses de placebo.

O placebo é, visualmente, uma infusão idêntica ao remédio de verdade, mas inócuo. Nem o médico que ministra nem o paciente sabem quem recebe cada uma das versões.

O ensaio clínico para achar uma cura para o coronavírus, no entanto, vai ser adaptativo, diz o doutor Kalil: “O estudo está calculado para 400 pacientes, mas, quando chegarem os resultados dos primeiros cem, vamos averiguar para tentar entender se há efeito. Em caso positivo, vamos trabalhar em cima dele. Se não, retiramos o estudo e colocamos uma medicação nova”.

O TEMPO PARA ACHAR UMA CURA

"O estudo tem tudo para ser rápido, mas a velocidade depende da progressão da epidemia: se ela desacelerar e, em poucas semanas, terminar, o estudo não se completa nesse momento – ele vai ficar aberto por três anos”, diz o médico.

Se o coronavírus atacar com mais agressividade, o ensaio clínico vai se concretizar "mais rapidamente", afirma Kalil. Não se pode, contudo, dizer exatamente quando haverá um resultado dessa pesquisa ou se chegará a uma cura.

A ESCOLHA DO MEDICAMENTO

Em geral, há três fases para os ensaios clínicos de uma droga:
1.  na primeira, verifica-se se ela causa algum dano;
2.  na segunda, qual é a dose apropriada;
3.  e finalmente, na terceira, se é um medicamento eficaz contra a doença que se deseja curar.

“Do ponto de vista científico, este ensaio está na fase dois, a de análise da dose. Mas, como estamos no meio de uma epidemia, queremos que se desenvolva também a fase três”, afirma Kalil.

O remédio remdesivir já apresentou efeitos contra outras doenças "primas" do Covid-19, como a Sars, em animais e in vitro (em ambiente laboratorial). Por isso, é esta a droga considerada a mais promissora para curar a infecção pelo coronavírus.

Em casos humanos, ele já foi estudado para replicação viral, mas não em ensaios clínicos, explica o médico.
Por Felipe Gutierrez, G1

UFMA: Show de Acolhida receberá os calouros com atrações musicais, jogos eletrônicos e muito mais

SÃO LUÍS – A Universidade Federal do Maranhão está realizando um grande evento para dar as boas-vindas aos novos estudantes. Bandas de rock, reggae, MPB, jogos eletrônicos, feira criativa são alguns dos espetáculos que farão parte do Show de Acolhida, que ocorrerá no dia 2 de março.
A banda de rock Michelly, o reggae de Emanuele Paz e os Salvadores, toda a musicalidade de Milla Camões, os ritmos da bateria da Atlética “Matraca”, do curso de Medicina da UFMA, são as atrações já confirmadas que se apresentarão, a partir das 15h30, no Centro de Convenções da Cidade Universitária Dom Delgado.
Além desses espetáculos, a Liga de E-Sports das Atléticas do Maranhão (Lesama) proporcionará experiências interativas ao trazer a cultura do e-sport para o ambiente acadêmico, apresentando as modalidades de jogos eletrônicos mais disputados na atualidade, como League of LegendsCounter Strike, Arena Free Play, entre outros.
Não é só o entretenimento que terá espaço nessa festa. Durante as atividades, haverá a Feirinha de Economia Criativa, um projeto piloto construído por estudantes da UFMA, em parceria com a Pró-reitoria de Assistência Estudantil e a Pró-reitoria de Extensão e Cultura,  que estreará no Show de Acolhida.
O projeto disponibilizará vinte barracas compartilhadas para acolher os estudantes que desenvolvem algum tipo de atividade econômica no câmpus. Entre a programação da acolhida, serviços literários, alimentícios e brechós serão oferecidos ao público, com o objetivo de consolidar a feirinha como um ponto de encontro fértil entre os jovens empreendedores da UFMA.
Show de Acolhida no continente
A recepção aos calouros ocorrerá, também, nos câmpus do continente. Acompanhe a programação:
No câmpus de Bacabal, a programação terá início às 14 horas, com a palestra intitulada "Literatura e ensino", que será ministrada pelo professor Rebenil Silva Oliveira, da UFMA e UEMA.
Já no câmpus de Chapadinha, começará às 8h30, com a palestra Área, perfil e perspectiva do profissional da Engenharia Agrícola, das Ciências Biológicas, da Agronomia, e da Zootecnia. À tarde, haverá a solenidade da botina, do chapéu e do jaleco, e encerará com shows. A programação vai até o dia 7. Para mais informações, entre em contato com a direção do câmpus pelo telefone (98) 3272-9908.
No câmpus de Pinheiro, a programação ocorrerá no dia 3 de março, com um Trote Solidário: Trote Verde - Doação e plantio de mudas de plantas frutíferas e ornamentais (O trote solidário consiste na escolha de um tema a ser trabalhado com os calouros e buscando inserir os veteranos também com o apoio dos CAs). A proposta é plantar, no ano de 2020, mil mudas de plantas no entorno dos prédios. Haverá ainda a aula inaugural intitulada “Saúde e meio Ambiente: reflexões para a formação acadêmica”, ministrada pelo professor José Aquino Junior, além do momento cultural com a Roda de Tambor ou música com cantores da terra.
E no câmpus de Imperatriz, as atividades terão início às 16 horas, Auditório UFMA – Centro, com a apresentação de João Lucas (Voz e Violão), Neres (Voz e Violão), Cia. Sotaque e Boi Bem Querer, apresentação dos serviços da Assistência Estudantil e Biblioteca, lançamento do logotipo UFMA 40 Anos-Imperatriz, e a Participação dos Centros Acadêmicos, com stands para recepção aos calouros.

Papa Francisco cancela missa por causa de indisposição

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O Papa Francisco cancelou nesta quinta (27) sua presença em uma missa em razão de uma "leve indisposição", informou a Santa Sé. Porém, as outras atividades do dia foram confirmadas.

O pontífice, de 83 anos, que parecia resfriado na quarta-feira (26), não participou da missa desta manhã na basílica de São João de Latrão de Roma.

"Devido a uma leve indisposição, preferiu ficar perto da residência Santa Marta onde vive no Vaticano", assegurou o diretor de comunicação da Santa Sé, Matteo Bruni, em comunicado.

O pontífice, que tem dificuldades para caminhar, quase nunca cancela um evento de sua agenda.

Na quarta, um dia normalmente agitado, apareceu resfriado, com tosse, na audiência geral organizada ao ar livre na praça São Pedro, no Vaticano. Ele apertou as mãos de dezenas de fiéis e manifestou seus pensamentos aos doentes com coronavírus em todo o mundo.

À tarde, participou da tradicional procissão da Quarta-feira de Cinzas na basílica de Santa Sabina em Roma e cumpriu o rito da cruz de cinzas, gesto que marca o início da Quaresma, tempo de oração e de reflexão para os católicos.

Por France Presse

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

UFMA: Natalino Salgado assina contrato para instalar painéis de energia solar




SÃO LUÍS - Nesta quinta-feira, 20, o reitor Natalino Salgado assinou contrato com a empresa Obras Sol – Eletrificações para a instalação de placas fotovoltaicas na Universidade Federal do Maranhão. A iniciativa tem por objetivo diminuir os gastos com energia elétrica.

A instalação das placas para captação de energia solar – também conhecidas como painéis fotovoltaicos –, prevista para iniciar em abril, faz parte de uma série de medidas que serão implantadas, a fim de que a Universidade se torne um espaço mais sustentável. “Além de ser um caminho para que os custos com energia elétrica sejam reduzidos, é a melhor opção para usarmos energia limpa e contribuirmos com a sustentabilidade”, acrescentou o reitor Natalino Salgado.


A assinatura do contrato é fruto do termo de adesão da UFMA a uma ata federal. Segundo o superintendente de infraestrutura da UFMA, Wener Santos, os painéis fotovoltaicos proporcionarão uma economia entre 5% e 10% ao mês, com energia elétrica, cujo consumo anual da Universidade é em torno de 15 milhões de reais.

O contrato prevê a aquisição de kits para a geração de energia fotovoltaica. “Fizemos o mapeamento dos prédios que mais consomem energia no câmpus para iniciar por eles a instalação. Com o apoio dos professores Clóvis Oliveira e Vilemar Gomes, do Departamento de Engenharia Elétrica e do Instituto de Engenharia Elétrica, foi feito o planejamento do cronograma de instalação e as tarefas para execução. Assim, a UFMA se tornará um dos principais pontos de captação de energia solar de São Luís”, afirmou Wener Santos.

A sensatez do General Mourão


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O clima está tenso em Brasília, mas o vice-presidente Hamilton Mourão não se altera com as crises políticas e as dificuldades do governo. O general de quatro estrelas procura manter a compostura que o cargo recomenda, contrariamente ao destempero que acomete diversos integrantes do governo.

Em entrevista ao programa CB Poder, parceria entre o Correio e a TV Brasília, o ocupante do segundo cargo da República aposta no diálogo institucional para superar os entraves às reformas necessárias e avançar nas grandes questões nacionais. Nesse contexto, o vice-presidente considera que o diálogo mais difícil se situa na Câmara, em razão da diversidade de pensamentos. Mas ele acredita que há uma vontade conciliatória entre os poderes. “Não vejo uma forma simples essa ligação com a Câmara. Mas ela vem se dando”, comentou. Leia a seguir trechos da entrevista concedida nesta quarta-feira (19/2) no gabinete da Vice-Presidência, no Palácio do Planalto.

Os governadores reclamam que foram excluídos do Conselho da Amazônia. Eles têm motivo para se queixar? 
O Conselho é um organismo para coordenar as políticas públicas estabelecidas pelo governo federal, e com uma finalidade: a de fazer acontecer. Os governadores, muito pelo contrário, estão dentro do Conselho. Não fisicamente, mas estão com suas ideias, com suas demandas, com suas prioridades. Eu estou indo pessoalmente a cada estado. Já estive em Roraima e no Amazonas. Agora, logo depois do carnaval, eu vou ao Pará, ao Amapá e ao Maranhão, e, depois, a última perna é Mato Grosso, Rondônia e Acre. Isso tudo com uma única finalidade: me encontrar com o governador. Apresentar a ele quais são as ideias do Conselho e como é que o Conselho vai funcionar, além de ouvir as demandas, ouvir a visão do governo do estado em relação àquilo que devem ser as prioridades para que o estado avance nos três vetores que são a missão do Conselho: a proteção, a preservação e o desenvolvimento da Amazônia.
Tem de haver mineração em terra indígena?
Está previsto na Constituição, desde que haja lei. É uma questão de lei. Nós não estamos fugindo um segundo da Constituição. O presidente, então, propôs um projeto que está lá no Congresso e vai levar a todo tipo de discussão, como ocorre dentro do Congresso, que é onde estão os representantes, (onde estão) as mais diversas formas de pensamento da nossa população. Eles vão debater esse assunto até chegar a algo que seja bom para todos.
Mas o diálogo do governo com o Congresso está bom?
Não é porque o governo coloca um projeto de lei dentro do Congresso que ele tem que sair da outra ponta igual. Se fosse assim, então não precisava do Congresso. O governo, ao aportar um projeto de lei para o Congresso, está lançando as bases para discussão de algo que não vem sendo discutido. No caso específico, da exploração econômica das terras indígenas. Então, é aquela história: você tem um grande número de indígenas que desejam ter um rendimento econômico fruto do trabalho que eles têm nas suas terras. Hoje, não é permitido que isso aconteça. Então tem que ser discutido o assunto.
É na Câmara onde o governo tem mais dificuldade?
A Câmara, naturalmente, tem que ter mais dificuldade. Em primeiro lugar porque a Câmara tem 513 cabeças, cada uma pensando da sua maneira, dividida em 28 partidos. Então, ela é multifacetada. Em qualquer hipótese é difícil. Não é simples essa articulação, esse diálogo. Tem que trabalhar com um grande número de pessoas diferentes, buscar convencê-las. Então, não vejo uma forma simples essa ligação com a Câmara. Mas ela vem se dando. O exemplo mais claro que eu coloco foi a Câmara ter aprovado a reforma da Previdência. A Câmara está discutindo a reforma tributária, a Câmara tem o seu próprio projeto de reforma administrativa. Então, eu vejo que é um Congresso reformista. Ele está indo ao encontro daquilo que são as principais ideias do governo do presidente Bolsonaro. Mas tudo necessita de sintonia fina, conversa. A política é feita dessa forma.
Em quais temas o governo espera avançar, em ano eleitoral?
Há cinco aspectos que têm que avançar neste ano. São as três PECs que mandamos no fim do ano passado: a Emergencial, a dos Fundos e a do Pacto Federativo. E, obviamente, a questão tributária e administrativa. Elas têm que avançar.
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O que é mais difícil desse pacote?
A questão tributária é mais difícil porque os três entes da Federação têm interesse. Nós temos mais de 5,5 mil municípios. Então, esse tema vai concentrar os os debates mais árduos.
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse que cometeu erros nessa articulação com o Congresso. Por que o governo não consegue deslanchar essa relação?
A reclamação sempre vai acontecer. Faz parte do relacionamento entre pessoas, principalmente em tempos de rede social, onde existem exacerbações sobre os mais diversos temas e quando as pessoas parecem que não procuram se conter no seu modo de se expressar. Então, acabam acontecendo algumas rusgas. O ministro Ramos fez a sua autocrítica porque pegou o bonde andando. Vamos lembrar que ele entrou no governo em julho, com vários acordos que já haviam sido feitos por aqueles que estavam representando o governo nessas negociações, como o ministro (da Cidadania) Onyx Lorenzoni, como a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Então, o Ramos teve que ir se adaptando. Agora, neste ano, ele começa à cavaleiro da situação. Então, acho que terá mais condições de implementar um diálogo e uma relação mais afirmativa.
O senhor também se refere assim em relação ao ministro Braga Netto, que assumiu agora a Casa Civil. Haverá uma remodelagem nesse ministério?
A Casa Civil é o centro de governo; é responsável pela coordenação e controle dos ministérios, uma tarefa gigantesca. Então, eu acho que o presidente chamou o Braga Netto visualizando isso. A partir da semana que vem, passado o carnaval, ele (Braga Netto) verá como conduzirá essa tarefa de coordenação e controle, que ele sabe fazer. Vai depender mais ainda das pessoas com de ele se cercar.
Na posse dos ministros, muita gente sentiu falta de uma avaliação do primeiro ano da Casa Civil. Como avalia o trabalho do Onyx Lorenzoni?
O ministro Onyx teve uma tarefa gigantesca ao longo do ano passado, porque ele não só teve que montar o governo durante o período de transição. Então, ele foi um partícipe fundamental, inclusive na escolha de vários dos ministros. Também, ele tinha responsabilidade pela ligação com o Congresso e, ao mesmo tempo, essa tarefa hercúlea que é a coordenação e controle dos ministérios, que não é simples. A partir do momento que o presidente coloca cada ministro como titular da sua pasta, a Casa Civil tem que ter um diálogo constante com esses ministérios. Tem que ter instrumentos, ferramentas de gestão, para que possa controlar as principais políticas públicas.  Tudo conversando com o presidente, conversando com ministros. Então, foi uma tarefa muito grande que o ministro Onyx teve.
A Casa Civil foi esvaziada. É possível a volta do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)?
O PPI, na realidade, nunca foi da Casa Civil. Era da Secretaria-Geral, lá atrás. Depois acabou indo para a Casa Civil. A Casa Civil tem um papel fundamental porque ela, volto a dizer, é o centro de governo. E o que é um centro de governo? É um centro de comando, controle e comunicações, onde o ministro-chefe da Casa Civil tem que ter uma consciência situacional de tudo o que está ocorrendo no governo. Quais são as políticas do Ministério da Saúde que estão em andamento, quais são as políticas do Ministério da Educação, metas que têm que ser traçadas para os ministros. Isso é responsabilidade dele, despachar com o presidente, e posteriormente ser colocado para o ministro. É uma tarefa enorme. Se o Braga Netto conseguir colocar isso em funcionamento, teremos um ganho extraordinário para o governo.
Quando chega a reforma administrativa? 
Não conversei com o presidente nos últimos dias porque estava no Amazonas, mas o que eu sei é que nossa proposta de reforma administrativa foi montada pela equipe do ministro (da Economia) Paulo Guedes, especificamente pelo Paulo Uebel (secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital). Eles andaram de ministério em ministério, de autarquia em autarquia, vieram aqui à vice-presidência, expuseram os pontos, perguntaram as críticas que nós tínhamos. É algo que está consolidado, bem montado. E a gente sabe que tem a proposta da Câmara, que também toca em vários assuntos pertinentes à reforma administrativa. 
Há motivo de preocupação para os atuais servidores?
Não. Quem já entrou no serviço público não tem nada a temer dessa reforma administrativa.
Não vai atingir em nada? Corte de benefícios...
Não, porque a questão de benefícios estava estabelecida na parte previdenciária, que já foi bem discutida.
E os benefícios das carreiras? Às vezes há as gratificações que os servidores ganham, até por uma complementação salarial...
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Para os atuais não há essa visão. O principal que nós temos que entender é que o ingresso no serviço público não pode ser um carimbo de que você vai permanecer eternamente naquela situação, sem a necessidade de apresentar um rendimento que seja coerente com a responsabilidade que recebeu.
Ou seja, vai se exigir metas dos servidores?
É mérito. A meritocracia. Eu venho de uma instituição onde a meritocracia é a chave. Então, você avança dentro da carreira. A carreira é um funil. Chegam lá na frente apenas aqueles cujos méritos os levaram até lá.
A Petrobras enfrenta uma greve dos petroleiros. Qual será a solução? Há também a greve dos caminhoneiros.
Esses assuntos têm que ser tratados com o máximo de paciência, com calma. A questão dos petroleiros, para mim, claramente é uma greve política, porque esse grupo, durante o período em que a Petrobras foi saqueada de cima a baixo e lateralmente, eles nunca se pronunciaram. Nunca vi nenhuma faixa. Sei que terça-feira, teve uma manifestação no Rio de Janeiro, onde tinham umas mil pessoas. Mas grande parte dessas pessoas eram dos partidos políticos mais radicais da esquerda. Então, o que está acontecendo é uma exploração política. O TST já disse que é ilegal essa greve. Então, eu vejo que, em um curto espaço de tempo, chegaremos a um consenso. Em relação aos caminhoneiros, a categoria terá que entender que isso está ligado à oferta e à procura. Há um tempo se compraram muitos caminhões, a atividade econômica caiu, e, ao cair a atividade econômica, diminui a oferta.
Mas os caminhoneiros querem o tabelamento do frete. O presidente Bolsonaro terá que escolher: ou atende à categoria,  ou atende ao agronegócio, que defende o fim do tabelamento.
O tabelamento do frete vai contra tudo aquilo que a gente advoga em termos de liberdade econômica. O preço tem que ser regulado pelo mercado. É aquela história: se eu tenho uma carga para transportar e me aparecem 10 pessoas me propondo transportar essa carga, o que que eu vou fazer? Aquele que tiver o melhor caminhão e o melhor preço, ou seja, técnica e preço, eu vou dizer: “está aqui, você leva a minha carga”. Isso é uma lei do mercado. A partir do momento em que você tabela o frete, você acaba até com a concorrência.
Então o senhor acha que a tendência é essa? Não ter tabelamento?
No futuro próximo, a partir do momento em que se estabilize a economia — porque isso está muito ligado ao baixo desempenho da economia —, toda essa massa de pessoas que têm os rendimentos oriundos do transporte vai ter mais coisa para transportar. Em consequência, eles não estarão brigando pelo preço do frete.
Com o orçamento impositivo, o governo perdeu a capacidade de  levar avante suas prioridades?
Eu julgo que houve aí uma extrapolação das prerrogativas do Poder Legislativo. O Poder Legislativo legisla. Acho que, em relação ao orçamento, o Poder Legislativo tem a capacidade de montar o orçamento, dizer que tanto é da Saúde, tanto é da Educação, tanto é da Defesa. Ou seja, estabelecer as suas prioridades ali. A partir daí, a execução pertence ao Poder Executivo. O próprio nome diz. Executivo executa. Se o parlamentar vai apontar, ainda, a forma como o Executivo vai executar, aí vai ficar meio complicado.
Estão tentando derrubar o veto...
Está uma queda de braço. Tem que ter muita calma nessa hora.  Conversar lá dentro do Congresso. Na terça-feira, o ministro Ramos e o Guedes sentaram com o Rodrigo (Maia) com o Davi (Alcolumbre) e estão compondo essa questão. Porque, realmente, em um orçamento que já está 94%, 95% dele comprometido com despesas obrigatórias, se aqueles 5%, 6% que o governo tem para estabelecer suas políticas não está na mão dele, então é melhor a gente fechar tudo aqui e irmos para casa.
O governo não viu esse problema?
Esse assunto apareceu no apagar das luzes do ano passado, ali em dezembro. Não acompanhei a discussão que estava sendo feita dentro do Congresso. Não vou crucificar A, B ou C. A realidade é a seguinte: nós temos um problema hoje que são R$ 30 bilhões do orçamento, que poderão ficar inteiramente na mão do parlamento. Então, eu acho que a gente está indo por um lado errado. É sentar com o parlamento e dizer: “Aí, minha gente, isso aí é responsa nossa”.
O governo enfrenta enorme repúdio às declarações de Bolsonaro contra a jornalista Patrícia Campos Mello. Como fica essa questão?
Eticamente, eu não teço nenhuma crítica ao presidente da República. Sou o vice-presidente dele. No momento em que ele discutir algum assunto comigo, converso com ele. Em relação a esse caso aí, o caso está ultrapassado. Eu acho que o presidente sabe muito bem. Muitas vezes ele quer fazer uma brincadeira e acaba a brincadeira não sendo bem compreendida. Eu acho que a gente pode passar por cima desse assunto.

Por Denise Rothenburg