quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Palavras não resolvem

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As palavras jogadas – neste momento melhor se falar em publicadas – nas redes sociais estão sendo “provas materiais” contra o governador Flávio Dino (PCdoB) e sua postura de se posicionar como um “salvador da pátria”.
Não foi diferente no caso dos assassinatos de índios no estado. Em novembro deste ano, quando o indígena Paulo Paulino Guajajara foi assassinado, o comunista falou em formar uma força tarefa de combate a violência nas terras indígenas.
“Diante da evidente dificuldade dos órgãos federais em proteger as terras indígenas, vamos tentar ajudar ainda mais os servidores federais e os índios guardiães da floresta, no limite da competência constitucional e legal do governo”, escreveu Dino no mês passado.
O problema é que se houve ação do governador, esta não foi eficaz. A prova é o assassinato de mais dois indígenas, dessa vez em Jenipapo dos Vieiras.
Mas não foi somente na falha da força tarefa que o governo do Maranhão errou. Segundo o deputado Hildo Rocha (MDB), ao falar na Câmara Federal, a gestão estadual contribui com os problemas enfrentados pelas tribos indígenas.
Rocha diz que o governo retirou benefícios como o transporte escolar. “O governo do Maranhão não dialoga com os indígenas. O governador não proporciona segurança nos municípios onde estão as áreas indígenas, não age para evitar os conflitos que terminam ocasionando mortes”, criticou Hildo.
O fato é que se a ideia é tentar resolver o problema, Flávio Dino tem a oportunidade de fazer. Basta se unir com o Governo Federal, que já determinou o envio da Força Nacional para trabalhar em conjunto.
Sem críticas – Nos últimos tristes episódios dos assassinatos dos indígenas Guajajara, o governador Flávio Dino até evitou fazer novas críticas ao Governo Federal.
O comunista chegou a garantir que colaboraria para resolver os problemas.
Resta saber se, na prática, o Maranhão já contribuiu ou ainda vai contribuir para que outros assassinatos sejam evitados.
Estado Maior

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