quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Os culpados

Cerca de um mês após anunciar a destinação de R$ 4,2 milhões em emenda parlamentar para o Hospital do Câncer, referência em tratamento da doença no Maranhão, a Assembleia Legislativa parece que ficará somente com a propaganda da união dos deputados em prol do Aldenora Bello. Isso porque, conforme revelou o deputado César Pires (PV), o Governo do Estado ainda não liberou qualquer verba destinada pelos parlamentares.
Cada deputado decidiu destinar R$ 100 mil em emenda, que supostamente tem direito a indicar, para o Aldenora Bello. Foi praticamente uma festa a decisão dos deputados estaduais.
E não adianta os deputados reclamarem da não liberação da verba ou usar o discurso de que fizeram a sua parte. Eles terão culpa caso o dinheiro não chegue à unidade de saúde.
E por que? Porque já tiveram pelo menos três oportunidades para aprovar a emenda impositiva, que obriga o Poder Executivo a liberar as emendas parlamentares independentemente de posição dentro da Assembleia Legislativa. Isso é uma realidade em Brasília e também em São Luís.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirma que a verba não foi liberada e não deu uma data precisa para isso. Um genérico “nos próximos dias” resumiu o prazo de liberação do recurso, mesmo sabendo que o dinheiro é urgente para quem precisa de tratamento contra o câncer.
Burocracia – Como de praxe, a SES culpa a burocracia, a necessidade de documentos, os trâmites necessários para a liberação de dinheiro público.
Sobre a liberação das emendas parlamentares para o Aldenora Bello, a secretaria acusou o hospital de demorar a entregar documentos necessários.
Justificativa parecida já foi usada no caso da liberação da verba de convênios com prefeituras do Maranhão para a manutenção dos hospitais de 20 leitos. Os municípios nunca conseguiam enviar a papelada correta.
Desconfiança – Devido a imprecisão de datas, o clima é de desconfiança internamente no Hospital Aldenora Bello. A direção até cogitou ontem emitir uma nota para comentar o assunto.
No entanto, parece que preferiu recuar da ideia. Vale lembrar que há alguns meses, a unidade de saúde alertou sobre os riscos de possível fechamento.
Serviços ambulatoriais do Aldenora Bello ainda estão inativos e outros voltaram após doação da iniciativa privada.
Estado Maior

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