quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Crise na UFMA: demissão em massa atinge servidores de limpeza e conservação


Fachada do campus da Universidade Federal do Maranhão, no Bacanga

Servidores terceirizados da Universidade Federal do Maranhão, em São Luís, foram surpreendidos, na tarde de ontem, 12, com avisos prévios de demissão. A medida faz parte do corte de gastos por conta da crise econômica que a universidade atravessa. No Campus do Bacanga, o clima era de desolação e tristeza, afinal entre os demitidos alguns contavam com até dez anos de trabalho na instituição.
Além de agravar a crise econômica para dezenas de famílias, a UFMA caminha para o caos visto que situação já estava precária na área de limpeza e conservação. Opinião compartilhada pela grande maioria de estudantes, professores e técnico-administrativos da instituição.
Os servidores prestavam serviços em diversos prédios do Campus e a exoneração dos profissionais poderá acarretar prejuízos para a conservação do patrimônio da Instituição. Funcionários que não quiseram se identificar reforçaram que a demanda de trabalho já era grande, tendo em vista a última demissão em massa ocorrida no ano de 2016. Agora, tende a ficar pior. “Faltam materiais de limpeza e era difícil fazer o nosso trabalho, mas pior pra gente é ficar sem emprego”, afirmou um funcionário.
A instituição ainda não se manifestou sobre a demissão em massa. Nem explicou qual a situação atual do contrato com a empresa terceirizada, que custou mais de 20 milhões de reais, de acordo com dados do Portal da Transparência. Com a decisão da reitoria da UFMA, ficarão prejudicados serviços como limpeza, asseio e conservação com controle, manuseio, coleta, transporte e destinação final de resíduos recicláveis em instalações físicas e mobiliárias da UFMA.

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