quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O melhor debate da vida de Roseana!

Ex-governadora teve perspicácia para fugir das provocações de Flávio Dino e ainda foi a responsável por tirá-lo do eixo logo no início, com a pergunta sobre as obras planejadas, construídas e entregues no governo comunista


A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) teve ontem no debate da TV Mirante a melhor performance de sua história em um programa do gênero.
Desde o início, ela chamou para si o embate com o governador Flávio Dino (PCdoB), e foi responsável por desconstruí-lo na seara política, com comentários sobre a corrupção no governo e a presença de “golpistas” ao lado do comunista que diz defender o PT.
Log de cara, Roseana tirou Flávio Dino do eixo com uma pergunta dura: “cite três obras planejadas, iniciadas e concluídas em seu governo…”.
Pego de surpresa e sem treinamento adequado para o programa, o comunista se enrolou todo, falou  generalidades, mas não respondeu a pergunta.
A partir daí, já posto nas cordas por Roseana, o governador passou a ser socado por Roberto Rocha (PSDB) – com suas impressões sobre gestão – e por Maura Jorge (PSL), que ressaltou seu lado autoritário e machista.
Roseana foi destaque em outra ocasião política durante o programa: quando Flávio Dino tentou atribuir a ela a existência do governo Michel Temer (MDB).
– Eu não votei no impeachment de Dilma. Nem era deputada; o senhor está mal informado. Mas em sua coligação está cheio de deputados que votaram no golpe e que hoje você os abriga no governo – rebateu a ex-governadora, calando o comunista.
No debate sobre gestão, Roseana também levou a melhor quando calou Dino a respeito dos hospitais de urgência e emergência, que ela construiu todos e ele só inaugurou; e sobre as estradas que ele citou como dele e ela mostrou serem frutos de seu governo.
Se não chegou a superar Roberto Rocha no desempenho durante o debate, Roseana conseguiu fazer o melhor programa deste gênero desde sua primeira participação como candidata, ainda em 1994.
E saiu bem maior da TV Mirante…
Por Marco Aurélio D'Eça 

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